domingo, 26 de novembro de 2017

Servidores Kester

Gostaria de aproveitar a oportunidade em que estou postando aqui, para esclarecer uma coisa com minhas próprias palavras.
Visto que as vezes pode ficar confuso a leitores leigos, que querem entender mais um pouco como funciona o Grupo Kester.

Todas as vezes que você cria um site, você precisa do seguinte.
Uma empresa que o mantenha hospedado, ou seja, operando Online.
E de pagar uma taxa anual de manutenção para o governo, ou para organizações internacionais dependendo do tipo de domínio que coloca.

Essa taxa serve para que você detenha os direitos de usar aquele nome.
Já um plano de hospedagem, é como se você tivesse um computador com seus arquivos em nuvem para que todas as vezes que o leitor acesse, esses arquivos estejam lá para verem.
Se acontece algo de errado, esse plano não funciona, simplesmente o site não abre e as páginas dão erros, as vezes numerados, as vezes não.

Para se criar uma empresa de hospedagem, você precisa ter servidores.
E esses servidores atuam em duas linhas.
Os servidores são estruturas físicas, que parecem um HD de computador, onde seus dados ficam todos lá dentro.
Esses HDs são grandes, parecidos com aparelhos decodificadores de TV, e precisam estar conectados 24h por dia a um computador ou notebook, com configurações avançadas e dentro de um alto padrão de segurança.
Esse alto padrão, impede que Hackers e Vírus penetrem no sistema, e assim seu site está seguro.
As empresas compram esses servidores, montam suas estruturas e de acordo com isso comercializam seu plano de hospedagem.
O Grupo Kester, administrava até aqui uma revenda de hospedagem.
Onde pagávamos uma empresa por nossos arquivos guardados em seus servidores, e quando desenvolvemos um site para um cliente, pagamos também para manter os
arquivos deles dentro do nosso sistema, que por sua vez está num desses servidores.
O problema, algumas empresas no Brasil oferecem serviços de péssima qualidade.
E a medida que os servidores vão sobrecarregando, você fica com sistemas pesados e que muitas das vezes saem fora do ar.
Muitas dessas empresas, se não a grande maioria delas, trabalha com um sistema de suporte Online, que quando contatado, demora mais de 3 dias para uma resposta
a solução do problema que na maioria das vezes é urgente, e te deixa fora do ar.
Com isso, não é apenas seu site, mais os dos seus clientes, como no caso de nosso plano revenda, que ficam Offline.
O que prejudica uma série de pessoas por trás do que oferecemos, e contudo a nossa marca também.
Quando comecei a atuar com sites particulares, a primeira empresa a hospedar meus servidores foi a Com4, em Franca.
Com o passar do tempo, os planos foram ficando caros, fora da nossa realidade, e a empresa começou a apresentar muita instabilidade.
Trocamos para a Uolhost, em 2015, quando o Grupo Kester foi inaugurado.
Ficamos com eles 6 meses e precisamos trocar de novo.
Os servidores da UOL, não foram capazes de suportar nossos múltiplos acessos e caiam muito.
Passamos para a Locaweb, que era muito bem falada na Internet.
A partir do momento em que em 2016, mudaram seus sistemas para uma nova versão do painel de controle do site, nossos problemas começaram.
Perdemos dados importantes que não foram salvos pela empresa, os sistemas ficaram instáveis e nunca mais foram recuperados.
A qualidade foi decaindo, especialmente em 2017, e embora muitos esforços tenham sido feitos, foram em vão.
Com a chegada do Integra e a necessidade de um segundo servidor de hospedagem, o problema cresceu.
E o jeito foi entender, que era a hora de partirmos a oferecer algo de maior qualidade.

Os investimentos são caros, mas conseguimos por meio de patrocinadores e de caixa da equipe, os recursos necessários.
Na semana passada, adquirimos servidores dedicados da Dell, para que possamos armazenar os nossos dados.
A migração deve começar já a partir dos próximos dias, e ser conclusa num prazo de até 20 dias.
Será feita por mim, e por programadores parceiros nesse projeto, Grace Palvann e Sandro.
Esses programadores foram acoplados a equipe de colaboradores do Grupo Kester, e nos ofertarão também um suporte técnico, por suas experiências vasta na área.
Assim, se precisar, podemos aciona-los e resolver de maneira mais rápida e eficaz quaisquer tipo de problemas.
Eu devo configurar o sistemas nos servidores sozinho, e a partir daí, com nossas bases e programas instalados, eles acessam os painéis de controle para ajudar a enviar os dados necessários.
Esses dados serão retirados da Locaweb, e transferidos para nosso servidor.
Nós e nossos clientes, estaremos num servidor próprio, que chamamos de servidor dedicado, e que eu disse, tem duas de atuação.
Em nuvem convencionalmente para que todos acessem, e manualmente dentro dos sistemas feito por nós.
Deste modo em uma pane, podemos recuperar qualquer arquivo instantaneamente.
É muita tecnologia, investimento de alto padrão, para elevar o patamar empregado no Grupo Kester.
Nosso site vai estar a altura de um R7 ou G1, para que possam entender melhor a dinâmica gigantesca de investimentos usadas para a realização desta manobra tecnológica.

"A maldade humana não pode ser maior do que a força da verdade."

Modificações

De tempos em tempos precisamos fazer atualizações que são necessárias em nossa vida.
São como se fossem um curriculum, e por isso neste espaço não poderia ser diferente.
A partir desse 26 de novembro, o Blog passa a contar com essas modificações.
Foram realizadas mudanças no título das páginas, a descrição do Blog, e as postagens ficarão mais frequentes.
Pelo menos uma vez por semana, espero poder passar por aqui, e quando der mais de uma vez.
Para que possa relatar para vocês, que sempre me pedem, um pouco mais sobre a minha vida e as minhas opiniões.
Viva nossa nova fase, e vamos que vamos.

"A maldade humana não pode ser maior do que a força da verdade."

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Aos heróis que nos cuidam enquanto pacientes oncológicos

As vezes as pessoas me chamam de herói.
Porque sabem e acompanham, tudo pelo que passo, cada pedacinho dessa passagem.
Mas em alguns momentos, em que vemos o quão frágil é nossa vida, paro e penso.

Heróis são as pessoas que estão ao nosso lado nessa batalha,
e que por mais que sejam momentos difíceis, acreditam até o fim na vitória.
Heróis são as pessoas que estão sempre do seu lado,
não importa o tamanho da dor que esteja sentindo naquele momento.
Heróis são aqueles que te afagam num abraço,
quando tudo o que mais precisa é desmanchar-se em um mar de lágrimas para que possa aliviar um pouco do que sente.
Guardar tudo para si é complicado e doloroso,
mas assistir ali, tudo que acontece a seu lado, dia pós dia, em cada uma das etapas, isso é o mais dolorido.

É por isso que hoje, gostaria de agradecer.
Vocês ficam a nosso lado e nos incentivam a seguir em frente, e quando chegamos do outro lado, temos a certeza de que sempre valeu apena.
"A maldade humana não pode ser maior do que a força da verdade."
guilherme@kester.net.br

domingo, 5 de novembro de 2017

Keila Zimmer - mais uma heroína para combater o câncer

Eu já passei por isso algumas vezes, não somente uma.
A verdade é que nunca estamos preparados, por mais que tenhamos estrutura, para ouvir um médico dizer:
"Você tem um tumor", seja ele onde for.

Nesta quinta-feira, 2 de novembro, nossa Assessora e companheira no Grupo Kester Keila Zimmer, se sentiu mal e foi parar em um hospital de Porto Alegre.
Na manhã de sexta, assim como eu em 14/01/2009, ela escutou essa frase pela primeira vez.
Keila tem um tumor no cerebelo, localizado na parte de trás da cabeça, no lado direito.
O câncer é agressivo e em 3 meses de vida atingiu um estágio 3, que vai até o 5.
O câncer se espalhou por sua corrente sanguínea, atingindo outros órgãos, como pâncreas e fígado, e ainda pode atingir a outros lugares.
O tumor está em metastase, que é o termo dado pelos médicos quando o câncer começa a se espalhar.

Esse é um momento muito difícil, e para Keila e toda a sua família ainda mais.
Em 04/05/2016, a irmã mais nova de Keila Kate, faleceu aos 26 anos de idade vitimada por um também tumor cerebral.
Também localizado no cerebelo.
Kate, que também foi minha Assessora, lutou bravamente contra a doença, que a acometeu por duas vezes, 2012, e 2016.
Mas em 2016 o cancro agiu mais rapidamente e forte, matando-a em menos de 2 meses pós sua descoberta.
Infelizmente a vida é assim.
As vezes nós somos surpreendidos por essas noticias, em um mundo em que amor ao próximo, fraternidade e solidariedade, se tornam palavras tão distantes da
realidade de muitas pessoas.
Porém, eu sei, eu entendo e compreendo, o que a família Zimmer passa neste momento.
E mais, entendo perfeitamente o que Keila deve estar sentindo.
Quais os medos, as angústias, os pensamentos que perturbam a sua cabeça.
Ela vai passar por um tratamento médico a partir desta segunda-feira, 6, na Miccelann em São Paulo.
Está nas mãos da mais competente equipe oncológica do estado, chefiada por minha neurologista Mariana Hassan.
E tenho certeza, os médicos farão o que necessário para seu bem-estar e recuperação.
O Grupo Kester em peso, sem exceção, se solidariza com nossa Assessora.
E está a seu lado para ajuda-la nesse momento difícil.
Lançaremos nossa campanha de fim de ano, com muito carinho dedicando-a a Keila e a sua rápida e plena recuperação.
Desejando que ela possa conviver com esses tumores, até que possa se ver livre deles.
O tratamento é complexo, complicado e longo, feito de linhas e fases que precisam ser respeitadas a risca.
E eu tenho certeza, que disciplinada como ela é, Keila vai se dedicar, vai ser forte, e não deixará se abater.
Contra o câncer o melhor remédio é ser forte, por mais que as vezes seus pensamentos te traíam.
Você só pode pensar na morte 5 minutos do seu dia, o restante dele, os pensamentos são voltados a sua família, a seu trabalho, as pessoas que te amam, e o
quanto você quer ter forças para superar isso.
E eu sei, tenho certeza, que é assim com Keila também.
Juntos nós somos mais fortes, e é por essa razão que vamos superar esses momentos de profunda dor e dificuldade.

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Matrícula Kalel Francisco

Hoje eu parei e analisei, o quanto o tempo passa e o quanto essa passagem é rápida.
As vezes, na maior parte das vezes, nós não vemos o tempo passar.

Parece que foi ontem que estávamos em 18 de janeiro de 2014, dentro da Maternidade do Hospital Unimed São Joaquim, em Franca.
Lá, nascia Kalel Francisco, meu filho.

A imagem que eu sempre tenho na cabeça, e que inclusive foi retratada em fotografia sempre me vem a mente, e revivo como se fosse hoje ou agora.
Quando você, Kalel, ainda pequeno, acabado de nascer, segurou em meu dedo.
Era a nossa mais que inquebrável e completa ligação, coisa que não se entende, apenas se sente.
Era eu o dizendo que você era minha joia que veio do céu, e que eu ia sempre te proteger, amar e cuidar.
Em resposta, você me dizia que seria minha força, minha fortaleza, em cada um dos dias difíceis que viessem a se seguir.

Você e a sua irmã, são o que de mais importante e valioso eu tenho na vida.
E por vocês, fiz e faço sacrifícios quantas vezes forem preciso.
Porque isso faz parte do amor incondicional de um pai e de uma mãe, e quem tem essa dádiva em sua vida, entende o que eu estou falando com total certeza.
Meu filho, o tempo passa.
Hoje de manhã eu tive a certeza disso, quando coloquei a minha digital no papel, que marcava sua matrícula escolar.
Ano que vem, você vai completar seus 4 aninhos e vai estar sendo levado a descobrir um novo universo, dando inicio a etapa de formação da sua vida.
Vai ser ali, a partir da pré-escola, que começam a se traçar os passos que for dar ao longo de sua vida, para que se transforme num homem de caráter, de fibra, de bem.
E eu, eu sinto-me incrivelmente emocionado em poder participar e realizar partes destes momentos.
Só tenho que agradecer.
Porque lá de cima, você me escolheu para ser teu pai.
Mesmo com todos os meus defeitos, meus problemas, mesmo que as vezes você não tenha tudo que deseja ter, como você quer.
Tenha a certeza de que assim como sempre me foi dito, em todas as fases da sua vida e enquanto eu puder e respirar,
"Dinheiro não tenho, mas a paixão é demais", e eu vou te ajudar com tudo que eu puder.
guilherme@kester.net.br

sábado, 16 de setembro de 2017

Marcelo Rezende - Mais um guerreiro tombado pelo Câncer

Anos passam,
Pessoas vão embora,
Quase sempre.
E a gente fica aqui, vendo, assistindo, sem entender.
As vezes sem entender, por qual motivo as coisas são assim.
E a vida tem dessas coisas.
Todos os dias sem explicação, mais e mais pessoas são acometidas pelo inexplicável câncer.
E sempre, ou na sua maioria de vezes, a doença vem e te arrebenta, arrebata.
Fica a dor, fica o sofrimento que ela causa, não apenas ao paciente mas também aos familiares.
Conheço bem essa dor, os dois lados dela.
Tanto quanto familiar de paciente, quanto de próprio paciente. Sim, eu sou.
E todos os dias pela manhã quando me levanto, sei que na minha batalha eu tenho um dia amais para lutar, ou a menos para viver.
Um tumor é sempre um tumor, e cada pessoa que se vai, a gente fica pensando.
"Poderia ter sido eu."

Hoje, 16 de setembro, mais um guerreiro partiu.
Em meio a sua incansável luta acabou tombado pela doença, que já deixou outras vítimas.
Choramos a dor da perca e a já saudade de Marcelo Rezende.
Grande Jornalista, que deixou sua marca no país, com suas inesquecíveis coberturas.
Que se transforma em mais uma estrela, na constelação de guerreiros, e que ao chegar, anuncia.
"Vim informar a todos aqui no céu. Então corta pra mim."
Perdemos mais um paciente oncológico, perdi um colega de profissão.
Num país que tanto é carente de profissionais competentes, como o próprio sempre foi.
Competente, dedicado, honroso, lutador até o final.
Que ele seja eterno em nossos corações, e que possa nos acompanhar e cobrir lá de cima.
E que os amigos e familiares, encontrem na espiritualidade e na luz, paz, conforto, calma.
Aos que ficam, a missão.
Levar a noticia de credibilidade, da forma como ela acontece, seja ela qual for.
Todos os dias, seja qual for o Jornal, ou o meio de comunicação.
Que o Jornalismo seja feito com ética, honra, como Marcelo sempre nos ensinou.
"Corta Pra Mim"
"Boa Noite."
guilherme@kester.net.br

domingo, 3 de setembro de 2017

Doces Encantos - As explicações sobre o lançamento do livro, os motivos por necessitar da Sorilis

A partir desta semana, estarei realizando uma série de viagens.
Elas tem por objetivo, divulgar meu mais recente trabalho que será lançado para comercialização.

O livro de poesias que sempre sonhei em lançar, e que mais de 10 anos depois consegui.
Em uma publicação independente do Grupo Kester 10 G, através do espaço Universo das Historias, a obra será publicada em dois formatos.
Impresso, em publicação simples mas muito bem elaborada, e em Áudio MP3, para que todos os públicos tenham acesso ao livro.
O Áudio por sua vez, muito bem gravado pela amiga e companheira de sempre, Andressa Cezani.

O lançamento oficial de Doces Encantos, ocorre em 11 de setembro.
Mas desde o dia 25 de agosto, o livro está em pré-venda.
É quando a pessoa pode adquirir a obra antecipadamente, e ser uma das primeiras a recebê-la em casa, no dia em que for lançada.
Na pré-venda, o valor é mais barato e há promoções.
no site do livro, podem conferir mais detalhes, só acessar.
http://de.kester.net.br

O motivo
Lançar o livro Doces Encantos era um sonho, mas não estava nos meus planos agora.
Só que surgiu essa oportunidade e ao mesmo tempo necessidade, então foi feito.

Em março deste ano, durante uma viagem a Porto Alegre, no RS, eu sofri uma hemorragia.
Descobrimos uma super bactéria no pâncreas provocadora da mesma.
Tomei 17 injeções caríssimas, que não surtiram o efeito esperado.
Em julho, a bactéria estava ainda em meu corpo, avançando.
Os rins foram comprometidos e a bactéria continuou a se espalhar.
Estava na minha corrente sanguínea e poderia atingir qualquer lugar de meu corpo.
Os médicos descobriram então, que meus Glóbulos Vermelhos, estavam sendo destruídos.
Isso explicava a bactéria não ser contida, e o avançar estágio em que estava.
Explicava também uma repentina anemia, que antes não aparecia em lugar algum e que de repente assustou no hemograma.
Mais exames foram feitos diante a suspeita de Dra. Mariana Hassan, médica responsável por meus tratamentos.
No mês de agosto confirmou-se o diagnóstico.

Desenvolvi um problema chamado Hemoglobinúria Paroxística Noturna, ou HPN.
Esse palavrão aí, destrói as células dos Glóbulos Vermelhos do sangue, pela falta de oxigênio delas.
E com isso, você fica suscetível a anemias e infecções.
Se não corrigir o problema, você morre.
Só que há apenas duas formas de fazer essa correção. Um transplante de medula, imediatamente descartado pelos meus médicos.
Não poderia o fazer por minhas condições clínicas de saúde, por causa do coração e dos seus problemas e por causa de meus problemas neurológicos.
Com essa possibilidade descartada, então restou apenas a única e mais cara alternativa.
O uso do Eculizumab, comercializado sob o nome Sorilis.
É uma das drogas mais caras do mundo, R$ 11,5 Mil cada ampola.
E eu preciso de quatro delas por mês, um total de R$ 46 Mil.
Por mais que queira, não tenho a condição necessária de custear este tratamento.
Pela primeira vez em 10 anos de trabalho, tive de concentrar as forças do mesmo não para ajudar as pessoas, mas para pedir ajuda a mim.

Por isso, retirados os custeios de produção, as vendas de Doces Encantos, terão seus recursos destinados para a compra da Sorilis.
Preciso da droga inicialmente para 2 anos, e depois os médicos definirão se o tratamento vai continuar ou parar.
Mas as chances de continuarem são maiores, porque há o risco de o problema regredir se eu parar de toma-la.
Tentei na Justiça, obrigar o governo a custear o remédio.
Não obtive sucesso. Então passei a recorrer a outros meios, de modo que hoje estou aqui, os contando, e comercializando o livro.
"A maldade humana não pode ser maior do que a força da verdade."
guilherme@kester.net.br

Vó Lazara - 17 anos de sua partida

A postagem deveria ter saído ontem, 2 de setembro.
Mas por causa da agenda, que está bem corrida nos últimos dias, acabou atrasando um pouco.

Hoje gostaria de chamar a atenção de todos, para avaliarmos juntos como o tempo passa de forma muito rápida.
Há 17 anos atrás, também em um 2 de setembro, eu via minha vida dando os primeiros passos para mudar.
A época com apenas 10 anos de idade, ainda não entendia bem o que significaria essa mudança, nem que consequência me traria.
17 anos depois, posso ver as coisas de maneira mais clara.

Desde que nasci, morei na casa de meus avós maternos, Lazara e Otair, como não é segredo para ninguém.
Estes sempre fizeram tudo o que esteve ao alcance, para me ajudarem e darem melhores condições de vida.
Me agradavam demais sim, porque não dizer.
Eu era neto e morava com eles, e como todo avô e avó, gostam de agradar seus netos, comigo não seria diferente.
Minha avó sempre foi uma vozona.
Gostava de me levar para passear, e sempre, ou quase sempre, que ia receber a aposentadoria no centro da cidade, me carregava junto.
Nos passeios, voltinhas na escada rolante das Casas Pernambucanas, onde ela nunca se cansava de fazer carnês de compras.
Todos os meses estávamos lá, e enquanto ela comprava ou pagava o que comprou antes, eu brincava na escada rolante da loja, sem ter ideia de como seria o mundo quando eu crescesse.
Sempre tinha a parada na pastelaria, maior parte delas na Ipanema, que hoje nem existe mais.
O salgado preferido era o enroladinho de presunto e muçarela, onde ninguém fazia ou faz até hoje, igual aqui na cidade.
As vezes também tinha o pastel e o espeto, como os primeiros, ninguém fazia igual ou faz.

Nos passeios com vovó, sempre havia espaço para o picolé, ou o sorvete. O chocolate e os brinquedos.
Intermináveis brinquedos que nunca me cansava e que sempre amava.
E se o brinquedo fizesse barulho então, nossa! Aquilo me fascinava.
Perdi as contas do quanto de brinquedos tive, ou do quanto gastaram com pilhas para eles, porque qualquer coisa que fizesse barulho chamava minha atenção.

No aniversário, no dia das crianças, no Natal. Eram quando vinham os brinquedos mais esperados, os maiores, e que faziam na infância, muitas das vezes eu nem me lembrar que não enxergava.
Me sentia uma pessoa normal, feliz, não tinha com o que me preocupar, e palavras como preconceito ou indiferença, se quer passavam pela minha ideia.
Mas não é apenas os presentes.
O que mais marca, é o fato de sempre ter estado presente, como uma mãe. Uma segunda mãe.
É assim que eu sempre vi a minha avó Lazara, que desde que nasci esteve a meu lado.
Que sofreu mediante as intemperanças da minha vida, e que sempre fez de tudo para que não me faltasse acima de tudo amor e proteção.
Ideias que eram compartilhadas por meu avô Otair, e que eu sempre destaquei por aqui.
Mas a vida as vezes é implacável. E então, 10 anos de minha vida e eu não pude mais ter a minha amada vovó comigo.
Deus a chamou no dia 2 de setembro do ano 2000, agora, 17 anos sem ela.
E quando se foi, esperava que voltasse do céu todas as manhãs. Demorou m tempinho para que eu entendesse que isso, por mais que quisesse, não era possível.
Na verdade demorou tempo, anos.
Trouxeram complicações emocionais na minha vida, o Diabetes, uma série de outras coisas e acontecimentos.
Uma das maiores protetoras que eu tive me deixou, e antes que eu entendesse que não estava sozinho no que se referisse a um cargo de segunda mãe, levou um tempo, bom tempo.

17 anos depois dos fatos ocorridos, relembro com saudade a minha vó amada.
Que lá do céu, olha por cada um de nós, observa tudo que nos tornamos, as vezes envia seus recados e sinais.
E acima de tudo, que eu espero profundamente, se orgulhe do que o seu menino se tornou.
Tudo que eu vier a me tornar ou tudo que eu fizer, vai ser sempre pensando neles e pedindo a sua aprovação.
Meus avós maternos que sempre me ampararam e que me amaram acima de todas as coisas.
"A maldade humana não pode ser maior do que a força da verdade."
guilherme@kester.net.br

sexta-feira, 25 de agosto de 2017

25 de agosto - 7 anos sem meu protetor

Eu nunca imaginei, que o dia fosse chegar,
Acho que sempre acreditei, que nunca iria sem você ficar,
Mas naquela manhã, tudo perdeu o sentido,
O dia perdeu completamente a cor,
E o sol que iluminava lá fora, não conseguia me tocar,
Por mais quente que fosse o dia, o frio me dominava,
O coração quase parava,
Ou parecia que ia congelar,
A noticia chegava, e eu, eu não queria acreditar
O luto tomou conta de mim,
Era anunciada a tua partida.

Abria aqui a maior de todas as feridas,
O meu mundo perdia a razão,
E eu ficava sem chão,
Embora tentasse entender,
Era incompreensível os motivos, por quê,
E sempre me perguntava,
Sem a devida resposta que queria encontrar,
E a vida se modificava,
Sem precedentes a velocidade em que tudo insistia em passar.

Logo parecia que um dia havia passado,
Mas ao ter acordado,
Vi que o dia se transformou,
Anos vieram sem a tua presença,
E a dor, a ausência,
Eram ainda como daquele dia,
E embora eu tentasse seguir,
Buscasse momentos de alegria,
Embora conquistas viessem,
Ainda um buraco havia.

Um buraco que existe dentro do peito,
E que não se cicatriza,
Ele as vezes minimiza,
Mas logo se abre outra vez,
E então eu relembro,
Cada instante do fatídico dia,
Da hora em que recebi a noticia,
Que mudou para sempre a minha vida,
E levou sonhos, pensamentos, planos,
Que levou você para sempre,
E me deixou aqui.

A pensar como vai ser,
A caminhar sozinho sem você,
Buscando sempre acertar,
Tentando adivinhar,
O que teria me aconselhado,
Como me mandaria agir,
Sabendo que não estava preparado,
Mas tive de aprender a conviver sem ti.

Nos caminhos que trilhei,
Lembranças que guardei,
Palavras que não saem da cabeça,
Cravadas no coração,
Momentos em que fecho os olhos para te ouvir,
E relembrar dos tempos em que ainda estava por aqui,
E aconselhava, ajudava, falava o que eu precisava ouvir,
Era mais que um avô,
Um grande guardião,
Amigo protetor,
Que de forma incondicional sempre me amou,
E que busquei retribuir,
Em cada instante que a teu lado estive,
E que levo comigo por onde quer que eu vá,
É assim que tem sido,
E assim sempre será.

"A maldade humana não pode ser maior do que a força da verdade."
guilherme@kester.net.br

terça-feira, 22 de agosto de 2017

Essências de quem sou

A nossa vida é assim, feita por regras e rotinas as quais precisamos estabelecer, se quisermos conquistar ou manter conquistas.
Hoje, decidi expor um pouco dessa minha rotina e falar um pouco sobre a essência da vida diária, e de quem sou.

Todos os dias, acordo bem cedo e as 6h15 estou de pé na maioria das manhãs.
Começo a preparar a primeira atualização do Portal Kester 10 G, que sempre entra no ar entre 8 e 9h.
No decorrer deste horário, as 7h30, ainda encontro um tempinho para dar uma lida ao Jornal que assino <a href="http://estadao.com.br">O Estado de S.Paulo</a>
A leitura é feita pelo portal do estadão, ou pelo aplicativo de celular do mesmo, em que todo conteúdo do jornal é disponibilizado para o assinante, numa completa inovação e acessibilidade.

As 9h, quando nada saí errado e o site está no ar, o trabalho não para.
Começam as reuniões que vão se seguir ao longo de quase todos os dias da semana.
Reuniões com a equipe Kester, Conselho Administrativo, equipe de Assessoria, com a Corsi Tecnologia, com possíveis parceiros.
Maior parte dessas, realizadas por teleconferência por meio do mensageiro Integra.
Mas as vezes, ainda carecem as viagens, a presença física em algum lugar, e encaixo isso também dentro do dia.
Entre 11 e 11h30, paro, almoço. E regresso assim que termino para a frente do computador.
Em pauta a segunda atualização de Kester 10 G, que sempre entra no ar pouco depois do meio dia.
Depois, a assinatura de contratos de Kester ou da Corsi, a liberação de recursos quando necessário, de vales, o acerte das Folhas de Pagamentos em época disso.
Não é sempre que posso, ou que consigo, mas quando dá, paro as 14h e vou para a sala de casa. Aí assisto ao Estúdio I, programa jornalístico do canal Globonews. Mas como disse, não é sempre que dá, então não faz parte da rotina diária, mas as vezes.
A rotina da tarde segue com a reunião com programadores, o olhar atento a cada software ou aplicativo que foi ou está sendo feito dentro da Corsi.
Supervisiono tudo e cada detalhe, buscando a qualidade daquilo que será ofertado aos clientes da empresa.
No final da tarde, há ainda uma reunião de pauta com integrantes Kester.
Onde decidimos os principais assuntos veiculados na edição do dia seguinte.
As 19h janto, e depois volto para o computador, onde adianto o trabalho da edição.
As vezes quando necessário, surgem reuniões de última hora, ou coberturas especiais que me fazem ir mais tarde na frente do computador.
O trabalho na Corsi e no Kester se mescla, e exige muita dedicação, mais de 12h para que tudo fique como cada um de vocês conhece aí do outro lado.
Perto de 20h30, meu filho entra no quarto. Com um sorriso nos lábios, me chama para assistir a "Carinha de Anjo", novela infantil exibida pelo SBT.
Procuro também priorizar a família dentro da minha rotina, e é claro que sempre que eu posso, assisto a novela com eles.
As vezes por causa do trabalho, isso me impede. Mas não sempre, a maior parte dos dias eu consigo ver, antes de dormir.
Dedico parte do meu tempo e a maior parte dos meus fins de semana, no período de sábado a tarde e domingo, para a família.
São um bem muito importante que eu tenho, e que preciso cultivar, para trazer especialmente a meus filhos, uma boa formação.
As vezes preciso viajar, ficar fora de casa e adaptar isso tudo a rotina e a agenda, as vezes não fico com eles quanto tanto gostaria.
Mas procuro sempre recompensar, passar mais tempo no outro dia, no fim de semana, levar para passear, dar carinho e ser presente.
Coisas cotidianas e simples, como ir ao supermercado, parar tudo e dar um beijo, voltar para diante ao computador e prosseguir com o trabalho. Está tudo incluso na rotina.

Em meio a isso tudo, provando que nem sempre trabalhar em casa é sinônimo de menos trabalho, ainda há que se dizer.
As vezes dependendo da cobertura, é preciso virar a noite, ou acordar de madrugada.
Mas não tem tempo ruim aqui, eu sei que tem gente do outro lado contando comigo, com o meu trabalho.
E não posso decepciona-los.
Então, não importa o que aconteça, ou o quanto dor esteja sentindo, todos os dias me dedico ao máximo para trabalhar.
Sim, eu sinto dores. E como tenho as sentido nos últimos meses.
E por causa disso, as vezes prejudico a minha convivência familiar.
Há dias em que, por causa da dor extrema eu não consigo por mais que queira, ver a "Carinha de Anjo".
Rendo-me as dores, não antes de passar por todo dia de trabalho, ao final da noite, e caio na cama.
Isso naturalmente não vai deixar a minha família feliz.
As vezes gera reclamações.
Mas tento explicar, tento fazer com que possam entender, que infelizmente estou nessa condição e situação.
E que por causa disso, não vou conseguir passar todas as noites com eles, embora a vontade fosse muita.
Dentro da rotina, tive que criar espaço para a dor, e para me recompor dela, quando extrema.
Mas não por que eu quis, porque foi necessário.

Eu não pedi para ser diabético, para acordar as vezes de madrugada pedindo pelo amor de deus, que alguém me dê açúcar porque a glicemia caiu.
Não pedi para ter um bloqueio ventricular no coração, nem para ter arritmia, ou a angina de peito.
E desmaiar por causa desses processos.
Não pedi para ter contraído uma deficiência nos Glóbulos Vermelhos do sangue, nem a infecção bacteriana que me acomete.
E que é grande responsável por essa dor infernal que me persegue, penetrando todas as extremidades de meu corpo.
A é, eu não pedi para ter disritmia cerebral, nem para ter restrições na alimentação por causa disso ou por causa da hemorragia pancreática.
Nem tão pouco pedi para sentir a dor de cabeça da disritmia. Sim, eu tenho dores de cabeça, e como.
Quando não provocadas pela disritmia, vem provocadas pelos tumores cerebrais.
Que diga-se de passagem, também não pedi para ter, quem pediria isso em sã consciência?
Mas infelizmente, eu tenho. Tudo isso e cada uma das coisas que descrevi.
Fazem parte da minha vida, da minha rotina, e preciso conviver com cada uma delas.
Com cada complicação, com cada dor, com cada reação.
Não por que eu queira, por ter pedido isso, por ter escolhido que fosse assim.
Mas acho, que porque em algum lugar, alguém achou que eu fosse capaz de lhe dar com essa situação, não importa o quão maçante ou dolorosa fosse.

As vezes falta compreensão.
E é isso que eu tento mostrar pras pessoas.
Não é uma condição que eu queira, mas sim que fui alçado pela situação.
Condição que não me impediu de escolher uma carreira, de seguir a minha vida, e que faz parte do que eu sou.
É a minha essência.